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O Congresso Como Adversário.
Boa parte dos problemas do governo de Jair Bolsonaro se deveu às dificuldades encontradas ao tentar aprovar as medidas que ele achava necessárias para colocar o Brasil no rumo do desenvolvimento sustentável a longo prazo, segundo sua visão.
O Congresso invariavelmente tendia a negociar com base nos interesses pessoais dos parlamentares e o fisiologismo crônico que norteia as decisões do Congresso há décadas fazia que Deputados e Senadores se alinhassem ao lado de quem oferecesse mais que aquilo que Bolsonaro estaria disposto a ceder, sem que ele abrisse mão de seu compromisso moral e ético com quem o elegera.
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O Caminho das Pedras.
A partir dos resultados da Eleição de 2022, Bolsonaro começou a raciocinar que, se havia realmente um esquema de manipulação de votos, fosse através das urnas eletrônicas ou por quaisquer outros meios, este suposto esquema não estaria preparado para interferir nas eleições pulverizadas entre os Estados e Municípios, como no caso dos Governadores e Deputados.
Já em seu primeiro pronunciamento depois da derrota, em novembro de 2022, Bolsonaro fez menção da "robusta representação no Congresso" conquistada pela direita que ele representa e voltaria a fazer referências à necessidade de se ter um Congresso alinhado com tais ideais em diversas outras ocasiões.
Seu discurso mais eloquente neste sentido talvez seja o que ele proferiu durante uma manifestação, em meados de 2025, quando disse que nem precisaria voltar a ser eleito Presidente, se conseguisse eleger ao menos metade de todo o Congresso, juntando Senadores e Deputados Federais, unidos pelos seus ideais.
‘Se vocês me derem 50% da Câmara e 50% do Senado eu mudo o Brasil’
Inteligência Estratégica.
Flávio Bolsonaro faria bem se entendesse o que está implícito nas palavras de seu pai. Ele terá as mesmas dificuldades que seu pai teve se não conseguir formar a bancada necessária à sustentação de seu governo, caso saia vencedor. E ele pode descobrir que chegar à cadeira de Presidente pode se revelar uma "Vitória de Pirro".
Em vez disso, Flávio Bolsonaro tem focado demais no que ele pretende fazer quando e se assumir a Presidência, terceirizando as indicações para o Partido e suas coligações ou deixando esta parte nas mãos de seus irmãos, que muitas vezes agem com vistas também em seus interesses pessoais e relações de amizade, criando um ambiente de instabilidade e desconfiança entre os candidatos que se digladiam entre si.A vitória da direita no primeiro turno, quando serão eleitos os Senadores e Deputados que darão sustentação a um possível governo do Flávio Bolsonaro, passa então a depender da maturidade do eleitor, contando que ele saiba separar o joio do trigo na hora de votar e não se deixar levar pela mesquinhez que caracteriza os políticos quando são picados pela "mosca azul".
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