Ouça a Narração
![]() |
| Imagem memética, meramente ilustrativa. |
Bem vindo à Forja. Vamos falar de Eleições 2026.
Desde as eleições de 2014, quando Dilma Roussef derrotou Aécio Neves por uma vantagem mínima, depois dele ter liderado durante boa parte da apuração, se ouve falar da teoria dos "pianistas". São assim chamadas pessoas que supostamente seriam pagas para inserir votos na urna eletrônica, no relativamente curto intervalo entre o fim do horário de votação e o início da impressão do boletim de urna.
Quem seriam os "pianistas".
A principal suspeita recai sobre os próprios mesários que, de posse dos cadernos de onde se destacam os comprovantes de votação que devem ser entregues aos eleitores, teriam um controle em tempo real das abstenções, ou seja, dos eleitores que deixaram de comparecer na seção eleitoral naquele dia.
De posse desta informação sensível, os mesários em conluio teriam condições de inserir quantos votos quisessem até o início da impressão dos boletins de urna, apenas destacando os comprovantes remanescentes no caderno, podendo ainda alegar qualquer motivo plausível para o atraso no envio dos boletins para o TRE.
A existência do "mesário pianista" teria inclusive sido confirmada pelo próprio Ministro Gilmar Mendes (na ADI 5889 MC / DF, página 50 - em 6/6/2018), que relatou pelo menos dois casos flagrados pela Justiça Eleitoral, embora o Ministro tenha minimizado o impacto destes casos no resultado das eleições. Em seu discurso o Ministro não levou em conta a possibilidade de haver outros casos não identificados pela Justiça Eleitoral entre as mais de 517.000 seções eleitorais espalhadas pelo país.
Nova hipótese.
Falam também da possibilidade de eleitores cooptados para permanecerem nas filas depois de terem votado normalmente. Após o término do horário de votação, quando os portões das zonas eleitorais são fechados para impedir a entrada de retardatários, mas as seções ficam abertas até que o último ali presente tenha votado, tais eleitores votariam novamente, desta vez usando credenciais falsas, contando com a cumplicidade dos mesários.Esta segunda versão ganhou força a partir de um vídeo do canal ANCAP.SU, de Ricardo Albuquerque, conhecido como Peter Turguniev, quando esta hipótese foi sugerida a partir de dados levantados com a ajuda de Inteligência Artificial.
Segundo estes dados, um número expressivo de votos sem o uso de biometria foram computados após as 17 horas, em diversas seções eleitorais no interior, sobretudo no norte e nordeste do país.
O Youtuber faz questão de frisar que a simples existência destes dados não podem ser usados como prova de nenhuma anormalidade, embora não deixe de ser uma curiosa coincidência. Mas sugere o reforço no número de fiscais de urnas nas seções onde isso aconteceu, bem como nas demais.
As falhas pontuais durante a apuração.
Outro problema apontado pelos internautas, que parece estar ligado à teoria dos "pianistas", seria o atraso na divulgação dos votos para Presidente em relação aos demais cargos, que costuma ocorrer quando computados cerca de 60% das urnas.
Neste caso a explicação é mais simples do que pode parecer e o alcance dos boatos se deve à desinformação. Acontece que vivemos em um país com dimensões continentais, com notáveis diferenças de infraestrutura nas diferentes regiões, sobretudo no que tange a tecnologia.
Não se deve confundir a totalização com a divulgação. Enquanto os TREs têm autonomia para lançar os resultados regionais (Governadores, Senadores e Deputados) diretamente no site do TSE, o resultado da votação para Presidente depende da totalização que acontece exclusivamente em Brasília.
Ocorre um gargalo que congestiona o sistema, quando as cidades e regiões mais atrasadas alinham suas transmissões com as que já estão em andamento, causando o "apagão" temporário na totalização dos votos para Presidente observado em todas as eleições.
Possíveis soluções.
A primeira e mais imediata medida que pode ser tomada é o aumento no número de fiscais ao ponto de poderem cobrir, senão a totalidade das seções eleitorais, pelo menos aquelas sobre as quais recaiam mais suspeitas, conforme sugerido por Ricardo Albuquerque.
Para uma solução definitiva, ao menos neste caso em particular, teriam de tirar das mãos dos mesários a possibilidade de saber em tempo real quem deixou de votar, implementando melhorias no sistema automático de identificação dos eleitores, como já vem acontecendo com a biometria, e criar um novo sistema de impressão do comprovante do voto, abolindo de vez os cadernos das seções eleitorais.







Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu Comentário será respondido em breve.